Ler
Dizem que o hábito da leitura é a melhor atividade que podemos aplicar em nosso cotidiano. No entanto, isso é incontestável até o ponto de que não se possua controle e, principalmente, calor pela própria vida. Por mais que exercitemos nossa mente sem pausas, se estivermos vivendo somente por acomodação - somente por viver -, acabamos caindo no erro de nos apaixonarmos pela vida em outro mundo, ou seja, almejamos uma vida que não é nossa. Partir para outro mundo de fato nos leva a estimular nossa imaginação de forma imensurável - principalmente se há fantasionismos na história. Porém, de que adianta, se efetivamente nada daquilo ocorre em nós? Nosso corpo continua estirado, e somente os olhos se mobilizam a produzir algum movimento. A alma viaja, mas continuamos no ócio da acomodação - é incontestavelmente mais fácil vivermos uma vida que já está escrita e, literalmente, bem diante de nossos olhos. Se nos apaixonamos pelo livro, nos tornamos viciados, e não paramos até que a história chegue ao fim. Quando acaba, há certa nostalgia, como se tivéssemos de fato presenciado cada acontecimento que somente ganhou vida em nossa mente. A sensação durante a leitura é incomparável - as emoções vão se tornando cada vez mais presentes e diversificadas. E então percebemos que perdemos o controle sobre nosso mundo real. Mas seria isso perda de tempo? Ou seria como deixar nosso país por uns dias para visitar outro? Deixamos o mundo real para passar alguns dias em outro, não necessariamente o deixamos de lado mergulhados em outra dimensão. Não sei se faz sentido a todos, só sei que a agonia de perceber que a vida produzida somente em nosso interior é indiscutivelmente melhor do que a que utilizamos nosso exterior para viver é - mesmo que durante a leitura, incrível -, lamentável.
Isso só existe para idiotas que lêem livrinhos de historinhas. Leia livros de matemática, engenharia, medicina, lingüística, filosofia, física, enfim, técnicos. Você, além de não perder tempo, será mais inteligente.
ResponderExcluirBRINKS.