Caro E...,

É. Acho que está na hora de tranformá-lo em palavras.
"Transformar em literatura", é o que dizem, mas sou suficientemente sã para saber que o que aqui escrevo não passam de uns desabafos de uma menina que, muitas vezes, se vê em um cansaço só da vida. Não julgo que seja algum tipo de depressão ou algo assim. É somente um medo terrível de que amanhã seja igual a hoje. Pra mim, rotina é morte e viver é se modificar - e, consequentemente, modificar tudo à sua volta. A verdade é que eu sou só sonhos (aliteração "quase" acidental, juro). São o que me sustentam. Assim, quando alguém entra na minha vida e me retira daquilo que eu tanto detesto, me fazendo viver, eu logo me apaixono. Que merda, né? Não sei. Depende do seu ponto de vista. Apaixonar-se várias vezes um dia deixa de ser doloroso. É divertido... viver.
E agora é sua vez de virar lite... ops. De virar palavras saídas de mim. Em meio a tanta gente vazia, numa festa carioca na qual não há alma viva que pense em algo além do carnal, e quando em minha cabeça havia a certeza de que eu não queria nenhum tipo de relacionamento vazio desse tipo, você veio e tirou meus pés do chão. E pra uma menina quieta e um cara conservador, até que fomos bem aventureiros.
Não sei por que pessoas entram e saem de nossas vidas. Não sei nem do que ela se trata, que dirá como funciona. Há muito mistério nisso tudo, e se pararmos pra pensar, a vida corre e ninguém a vive. Mas algumas pessoas marcam, e tudo o que queríamos era que elas não saíssem de nós. Você é uma delas.

Obrigada por vir de longe me rever.

Sua,

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