Só mais uma de amor

Tanta coisa queria eu escrever, te dizer... Mas, amor, está tão cedo. Tudo o que digo sem pensar acabo posteriormente por me arrepender de tê-lo feito, pois está cedo demais. As palavras imploram para serem verbalizadas, mas não lhes entrego alforria... Preciso esperar. Sinto-me tão incrivelmente tola por dizer - e, ainda, escrever - mais uma vez o que já senti tantas outras... Sei e sinto que agora é diferente, mas quantas vezes já não disse o mesmo? Quantas vezes já não me entreguei na certeza de que não sofreria mais, que não haveria fim nunca mais? E sempre houve. Por que desta vez não seria igual? Desejo-te tanto, mas tenho tanto medo... Tu dizes a mim que tens também, no entanto nunca passarias por maus bocados em mãos como as minhas. Não falo de forma pouco humilde, porém simplesmente sincera - conheço-me somente menos que minha mãe. De meus braços podes fazer rede, cama, leito, colo. Vem, que eles foram feitos para que neles encostasses tua cabeça. Deita ao meu lado, que meu corpo tem o formato que encaixa perfeitamente ao teu. Beija minha boca, que teu hálito me embebeda. Tuas mãos me entregam ao ávido prazer, tuas palavras me tiram do eixo quando sussurradas gentilmente ao pé do ouvido. Sussurra, sussurra, sussura, amor... E do passado, me faça esquecer sem dor.

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