Eu, Ismália
Os sonhos de Ismália deviam ser de se invejar. Seus devaneios, medos e dores deviam se alojar em seus pensamentos constantemente, tendo como refúgio os sonhos. Em um deles, apaixonou-se pela lua, inteiramente linda, branca e nua. Viu sua amada no céu e quis com ela pelo paraíso andar. Achou ver sua amada também no mar, e quis com ela nadar. Sem saber aonde ir e sem saber qual das duas de fato era sua amante, mergulhou numa loucura pela qual almejo um dia ter, pela qual invejo com todo o meu ser. Queria ter suas asas, essas que Deus a ela deu, e a mim ainda não presenteou, se é que um dia serei digna o bastante para receber um par dessas. Com elas, foi possível levar a alma de Ismália ao céu, e seu corpo, ao mar. Quem me dera ter tamanho poder através de devaneios profundos... Quem me dera morrer numa loucura interminável... Quem me dera ser Ismália...
Ah, gosto dela não. Mas também não sendo o eu-lírico do "Poema em linha reta" já estou feliz
ResponderExcluirA-HA!Inveje-me, sou a Ismália suicida.
ResponderExcluirEu sou a lua :D
ResponderExcluirMajú me ama e suicidou-se por mim!
o sol, mais bonito que a lua, nos dá seu calor, sua vida, sua alma. e assim vivemos felizes
ResponderExcluir