Ela disse adeus
- Amor, eu tava com tanta saudade... - disse Júlia, quando chegou em casa após ter pego Leandro no aeroporto, em sua chegada da Argentina.
- Júlia, eu...
- Eu espero que você tenha se divertido muito, porque senão não valeu a pena tudo que eu passei por causa da sua ausência... você pensou muito em mim lá?
- Júlia, eu preciso falar com você.
- Pode falar, paixão. Aliás, você está tão abatido, o que...
- Júlia - interrompeu-a Leandro -, eu conheci uma pessoa.
- Fez amigos? Que bom, eu disse que você conseguiria deixar sua timidez de lado...
- Não, Jú, não é isso. Eu conheci outra pessoa; outra menina.
E aquele maldito silêncio típico de momentos que seguem verdades dolorosas tomou conta do quarto da menina. Abriu a porta e, por meio de um gesto com a mão, pediu para que Leandro fosse embora.
- Eu sinto muito, eu...
- Me deixa sozinha - disse, fazendo o máximo para não deixar escorrer as lágrimas que tanto gritavam por alforria em seus olhos.
Dois meses se passaram, Leandro havia começado a namorar a outra menina, e Júlia havia se excluído do mundo. Nada tirava Leandro de sua cabeça, a dor da perda e da certeza da não-repetição dos melhores momentos que ela já vivera em seus dezesseis anos era inacabável, irremediável, insuperável. Ela o queria de volta; mas só se ele a quisesse também.
- Filha, eu preciso que você atenda o telefone! - gritou a mãe de Júlia, quando ouviu o telefone tocar enquanto ela preparava o almoço de domingo.
- Mãe, eu não vou atender, você sabe que eu não tenho mais atendido telefone nessa casa!
- Júlia Andrade Martins, atenda o telefone, pelo amor de Deus! E se for seu avô com notícias da tia Ieda?
- Ai meu Deus, não acredito nisso... - disse a menina, indo em direção ao telefone. - Bom, pelo menos eu tenho certeza de que não pode ser ele, afinal já se passaram quatro meses...
- Alô.
- A-alô. É... Júlia?
- Le-leandro? Nossa, quem é vivo sempre aparece... - disse, sentindo suas mãos suarem desesperadamente e seu coração quase saltar de sua boca. - Mas e aí, tudo bem?
- Jú, eu preciso conversar com você.
- Sobre o quê, a gente já conversou tudo o que tínhamos pra conversar...
- Não, não é isso. Eu terminei com a Luísa, Jú. Eu preciso de você. Me perdoa, por favor...
- Quê?
Após ter sofrido tudo o que havia sofrido por ele, após dias e noites almejando essa mesma voz dizendo essas mesmas coisas no seu ouvido, era difícil para ela acreditar que aquilo tudo de fato estava acontecendo. E, agora que havia virado realidade o que ela tanto pediu a Deus para que ocorresse, sentia-se insegura. Seria mesmo isso o que ela queria? Era realmente ao lado de Leandro que Júlia desejava ficar?
- Eu estava muito confuso, eu tinha ficado muito tempo longe de você, tinha esquecido quão bom é estar ao seu lado, tinha esquecido do seu cheiro, da sua pele macia, do seu carinho... Me aceita de volta. Juro que nunca mais vou te trair, fidelidade será meu sobrenome. Eu te amo, por favor...
- Mãe, eu não vou atender, você sabe que eu não tenho mais atendido telefone nessa casa!
- Júlia Andrade Martins, atenda o telefone, pelo amor de Deus! E se for seu avô com notícias da tia Ieda?
- Ai meu Deus, não acredito nisso... - disse a menina, indo em direção ao telefone. - Bom, pelo menos eu tenho certeza de que não pode ser ele, afinal já se passaram quatro meses...
- Alô.
- A-alô. É... Júlia?
- Le-leandro? Nossa, quem é vivo sempre aparece... - disse, sentindo suas mãos suarem desesperadamente e seu coração quase saltar de sua boca. - Mas e aí, tudo bem?
- Jú, eu preciso conversar com você.
- Sobre o quê, a gente já conversou tudo o que tínhamos pra conversar...
- Não, não é isso. Eu terminei com a Luísa, Jú. Eu preciso de você. Me perdoa, por favor...
- Quê?
Após ter sofrido tudo o que havia sofrido por ele, após dias e noites almejando essa mesma voz dizendo essas mesmas coisas no seu ouvido, era difícil para ela acreditar que aquilo tudo de fato estava acontecendo. E, agora que havia virado realidade o que ela tanto pediu a Deus para que ocorresse, sentia-se insegura. Seria mesmo isso o que ela queria? Era realmente ao lado de Leandro que Júlia desejava ficar?
- Eu estava muito confuso, eu tinha ficado muito tempo longe de você, tinha esquecido quão bom é estar ao seu lado, tinha esquecido do seu cheiro, da sua pele macia, do seu carinho... Me aceita de volta. Juro que nunca mais vou te trair, fidelidade será meu sobrenome. Eu te amo, por favor...
Júlia tentou se produzir ao máximo. Vestiu sua roupa mais nova, pegou emprestada a maquiagem da mãe e de quebra ainda calçou um saltinho. Se perfumou. Logo ela, que nunca foi vaidosa, que não levava nem um lápis de olho na bolsa quando saía. Queria ficar bonita para Leandro; só não se sabe o porquê.
- Estou tão feliz por você ter me aceitado de volta, amor... Que bom que você está aqui comigo, que bom que você aceitou sair comigo no telefone.
- Estou tão feliz por você ter me aceitado de volta, amor... Que bom que você está aqui comigo, que bom que você aceitou sair comigo no telefone.
- Eu aceitei sim, sair com você, Leandro, o que não quer dizer que voltarei a namorá-lo.
- Mas eu tinha perguntado se você queria sair para a gente poder resolver tudo de uma vez...
- Isso, resolvermos tudo de uma vez por todas. E não necessariamente resolveremos de uma forma que satisfaça os dois lados.
- Você era louca por mim, como todo aquele sentimento foi embora?
- Pois eu te faço a mesma pergunta. Você me traiu, Lendro, sabendo que eu estava aqui ansiosa à sua volta, e você ficou com outra. Tive que esquecer você: fui quase obrigada por mim mesma a fazê-lo; por sorte, amo mais a mim do que a você.
- Não foi culpa minha, foi involuntário o que eu estava sentindo por ela! Foi forte demais, Jú! Se eu tivesse escolha, escolheria você pra sempre...
- Terminava ao telefone que fosse, mas não me traía! E se era tão forte seu sentimento por ela, cadê ela ao seu lado agora, de mãos-dadas com você? E olha você agora, me querendo de volta! Cansei, Leandro, cansei disso tudo... Eu realmente acho que mereço coisa melhor. Aliás, não preciso de ninguém. Aproveitarei minha vida de solteira, que há muito não o faço. Vá iludir outras; já amadureci o que deveria: não faço mais seus joguinhos. Adeus.
E chorou, já sem nenhum sinal de amor.
Let her get on with life, let her have some fun.
O Leandro se fudeu
ResponderExcluirMUAHAHA
Simplismente ADORO essa música :DD
ResponderExcluir"E chorou, já sem nenhum sinal de amor. Let her get on with life, let her have some fun."
E, claro,
O Leandro se fudeu [2]
Jade
ResponderExcluirCê é meio vidente...
Ou a vida é tão previsível assim?
ResponderExcluirQue coisa :|