(Não) quero aprender.

Ensine-me a parar de pensar em quem nunca pensa em mim. Ensine-me a ter raiva de alguém que me sufoca mesmo estando a quilômetros de mim. Faça-me aprender como se esquece, como parar de falar sobre o mesmo assunto, como parar de sentir saudades do que já foi e que não será mais. Faça-me aprender a fazer cessar a dor. Mas quero que me ensine. Que comece pelo ''A'' e termine pelo ''Z'' incluindo o ''K'', o ''W'' e o ''Y''. Por favor, não pule nenhuma etapa. Se for preciso, crie novas. Juro que se me ajudar, serei sua melhor aluna. Não tirarei notas abaixo do que as maiores possíveis, farei trabalhos extras e de quebra ainda levo uma maçã para você no começo de cada aula. Mas não me deixe sozinha agora. Ensine-me o caminho, me mostre como é. Conheço-me bem, sei que nas dificuldades me supero, independente do quão hercúleo tenha de ser meu esforço. Confie em mim, não decepcionarei você. Não direi que entendi se não entendi, não direi que algo é fácil se não for. Só quero que delete essas lembranças que me tiram o ar. Ajude-me a respirar.

Estou aprendendo a viver sem você.
Estou aprendendo e não quero aprender.

Comentários

  1. Ninguém ensina isso, quanto mais quando (não)queremos aprender.
    Os amigos nos ouvem, secam nossas lágrimas, nos confrontam com nossa cara no espelho, nos dão esporro quando veem que não queremos aprender, só queremos continuar sofrendo. Mas a gente quer continuar desabafando até secar qualquer apego ao ex amado. Por isso é mais fácil amar um morto: por estar morto, só por isso, o amado não é mais nosso. Não foi porque mudou de jeito de gostar ou porque gosta de um novo alguém do jeito que gostava da gente. O morto sempre nos amará.
    Aí está o perigo: o apego ao que já foi. É um jeito da gente morrer também, congelando nossos sentimentos num luto.
    O grande desafio é a gente amar a si mesmo.
    Ninguém ensina isso: só o tempo e nós mesmos.

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  2. quando o amor morre, nós morremos junto com ele. ou pelo menos, uma parte de nós.

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